Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Na semana passada, entre os dias 06 e 08 de outubro, Jales sediou um evento de tecnologia de abrangência nacional de extrema importância para a cidade e região, o VIII SINTAGRO – Simpósio Nacional de Tecnologia em Agronegócio. Esse evento é uma realização tradicional da formação superior do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza (CETEPS) voltada ao setor do agronegócio, presente em nove unidades das Fatecs em todo o estado de São Paulo. Dessa vez, foi brilhantemente organizado pela Fatec Jales “Professor José Camargo”.

A temática deste ano foi o “Fortalecimento do Agronegócio Brasileiro: Desafios Tecnológicos, Gerenciais e Sustentáveis”, motivo pelo qual o simpósio trouxe importantes temas de cunho tecnológico, como a atual situação do agronegócio no Brasil e no mundo, as demandas e os desafios no cenário global. Como exemplo, podemos mencionar a esclarecedora palestra de abertura ministrada pela pesquisadora e ex- secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Mônika Bergamaschi, que ressaltou a demanda de alimentos e outros produtos oriundos do agronegócio para o abastecimento da população mundial, estimada em 9,2 bilhões de habitantes em 2050, e o papel que o Brasil deverá exercer como responsável pela produção de pelo menos 40% desse excedente.

As oportunidades para os vários setores do agronegócio nacional certamente serão grandes, mas a responsabilidade também, afinal, aumentar a produção representa um desafio não somente à questão da produção em si, mas aos impactos que tal missão deve trazer, como a ambiental, a gerencial e a tecnológica.

Segundo Mônika, em termos tecnológicos, o Brasil protagoniza o cenário mundial, sendo detentor de uma tecnologia de ponta que nos garantiu nas últimas quatro décadas um aumento da produção agropecuária em mais de 500%, com a necessidade de ampliação de área utilizada em menos de 60%. Isso por si só já representa economia de recursos naturais nativos, como as florestas nativas, mananciais hídricos e bioma.

Já no setor gerencial, temos vários gargalos a resolver, como os setores de logística, principalmente o de transportes, e o de comercialização. Em relação a este segmento, a palestrante destacou a burocracia, que degrada a nossa competitividade no quesito exportação, e a falta de profissionais qualificados de gestão, que nos causa dependência das iniciativas puramente governamentais que, como sabemos, são morosas e deficitárias, para não dizermos ineficientes.

A nosso favor, entretanto, contamos com nossos subterfúgios naturais, como um clima altamente propício à produção agropecuária, já que temos sol o ano inteiro, o nosso imenso potencial hídrico e, como mencionado, o domínio da tecnologia.

Outro fator de cunho intangível salientado pela pesquisadora, cada vez mais presente em vários segmentos empresarias, entre eles o agronegócio, também nos dá uma “carta na manga” no enfrentamento desses desafios: a criatividade e a inovação como elementos de diferenciação. Ela destacou a necessidade de ampliarmos esses atributos no setor, afinal Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é Tudo!

 

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.