Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Uma realidade cada vez mais presente em nosso dia a dia são os veículos autônomos, isto é, automóveis que têm a capacidade de se locomoverem sem motoristas, simplesmente por um sistema computadorizado de direção.

Nesse sistema, um potente algoritmo computacional utiliza georreferenciamento via GPS (Global Positioning System), um conjunto expressivo de sensores eletrônicos meticulosamente colocados em várias partes do carro e uma vasta base de dados envolvendo inteligência artificial para proporcionar uma dirigibilidade autônoma com segurança dos veículos em um ambiente relativamente apropriado (local permitido para testes, que possui sinalização de trânsito impecável, além de um georreferenciamento detalhado para auxiliar o sistema de navegação dos veículos).  Guardadas as proporções, o dispositivo age de forma similar a de uma aeronave, porém em um ambiente bem diferente.

Várias empresas e companhias já têm testado protótipos pelo mundo. No Reino Unido, vários taxis já rodam sem motoristas. . O governo japonês pretende colocar em circulação uma frota de taxis autônomos circulando nas olimpíadas de Tókio em 2020, projeto já em andamento que certamente será concluído antes dessa data. A empresa Google também tem testado vários automóveis autômatos utilizados para mapeamentos da superfície terrestre para o seu sistema Google Maps.

Uma instituição que tem se destacado bastante nesse segmento é a Tesla Motors, empresa automobilística desenvolvedora de tecnologia de ponta na produção de automóveis elétricos que tem investido massivamente em sistemas de condução autônoma. Ela já tem colocado no mercado veículos dotados de sistemas para estacionamento e pilotagem parcial, além de outros atributos autônomos em caráter comercial, isto é, não são simplesmente protótipos, mas carros prontos para uso.

O futuro, já presente, trará outro tipo de mobilidade, permitida pela tecnologia, que será muito mais abrangente do que as hoje existentes, uma vez que pessoas com diversos tipos de limitações (ou restrições de mobilidade) poderão aproveitar esses veículos para se locomoverem pelas cidades sem a dependência de outras. Outra vantagem fascinante é a redução, eventualmente até a extinção, de acidentes de trânsito, pois esses sistemas, diferentemente de nós humanos, são programados para respeitar irrestritamente as leis de trânsito. Os eventuais acidentes certamente serão menos graves, já que, em caso de pane do sistema, os dispositivos de segurança serão programados para estacionar o veículo com segurança e solicitar reparos.

Por enquanto, os veículos autônomos têm uma autonomia assistida, isto é, na fase de testes em que a maioria se encontra, um passageiro humano ainda acompanha o deslocamento do carro para alguma eventual necessidade, porém as próximas gerações deverão atingir a “maioridade” absoluta, provavelmente até meados da próxima década.

Até lá, devemos rezar para que as gerações ainda prevalentes de motoristas humanos melhorem os seus sistemas de dirigibilidade, o que só tem piorado do século passado para o atual.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior e Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Docentes da FATEC Jales