Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Um assunto contemporâneo recorrente tanto nas diferentes mídias hoje existentes quanto na nossa vida cotidiana é a chamada inclusão, termo que pode referir-se a distintos segmentos da sociedade, como a inclusão social, cultural e, mais recentemente, a tecnológica.

Se você nasceu antes da década de 1990, provavelmente se lembra do mundo sem a presença rotineira e maciça dos computadores em nossas vidas. Pessoas comuns (a maioria da população) tinham um acesso bastante limitado às máquinas pessoais e, como a internet ainda estava nascendo, muitos, incluindo eu, nem sonhavam com as possibilidades futuras de seu uso. Ele estava mais restrito às empresas, principalmente bancos, hospitais, empresas de tecnologia, aeroportos e outros lugares mais “sofisticados”. O seu uso também era mais focado no acúmulo e processamento de dados em sistemas internos, ou seja, as redes que existiam eram restritas aos próprios ambientes empresariais com um nível de conectividade basicamente direcionado ao compartilhamento de dados das corporações.

Pois bem, o século XXI chegou e, com ele, a inclusão digital. Em uma primeira etapa, a conquista dos primeiros computadores pessoais foi possível graças ao barateamento dos equipamentos impulsionado pelo avanço da globalização. Após, consumou-se a inclusão digital para a maioria esmagadora da população mundial com a popularização dos aparelhos de telefonia celular, mais especificamente os chamados smartphones, que apresentam características muito próximas às dos computadores pessoais.

A inclusão criou um mundo de possibilidades a todos. A inclusão digital não se restringiu apenas à posse dos computadores e dispositivos similares, mas, principalmente, à possibilidade de acesso ao mundo chamado “digital”, onde a internet representa o(s) novo(s) “planeta(s)” a ser explorado e habitado. Nele, a informação tornou-se praticamente ilimitada, o consumo foi expandido além das fronteiras territoriais e a virtualização chegou aos ambientes sociais mudando os paradigmas de “contato” entre as pessoas. Isso nos permite afirmar que a conectividade proporcionou uma nova era da globalização, na qual o mundo se transformou em um local mais democrático para existir!

É claro que, para toda ação, existem as reações, isto é, as várias consequências que essa inclusão tem gerado. Novos tipos de crimes surgiram, novas subversões, novas pendengas judiciais, novas concepções éticas e muito mais. Herdamos novos (não tão novos assim) males sociais como o cyberbullyng, a exposição excessiva em redes sociais e a ansiedade tecnológica, que serão assuntos para um próximo bate-papo.

 

 

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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