Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Você já pensou em vestir tecnologia? Pois é, por mais estranho que isso pareça, essa é, relativamente, uma nova tecnologia, que tem evoluído bastante ao longo de 2016, representando mais uma forte tendência para o próximo ano. O termo em inglês para ela é wearables, que basicamente significa roupas, calçados ou quaisquer acessórios que se vista com algum artefato tecnológico embutido.

Atualmente, os maiores representantes dessa categoria são os relógios inteligentes, em inglês smartwatches, e os óculos digitais, ambos disponíveis no mercado para clientes comuns, como nós. A Apple, por exemplo, tem trabalhado muito com alguns modelos de relógios inteligentes, o iClock, que possuem várias funcionalidades, como receber e-mails, receber e enviar localizações via GPS, receber e executar chamadas telefônicas e várias outras integradas aos seus modelos de aparelhos celulares ou de computadores. Por exemplo, é possível abrir e visualizar um arquivo contido no seu laptop, do próprio relógio, se, claro, este estiver relativamente perto de um tipo de conexão bluetooth. Esses relógios apresentam ainda uma série de funcionalidades próprias que auxiliam de algum modo a vida das pessoas, como medidores de pressão sanguínea, de batimentos, de distância percorrida em uma caminhada ou corrida, sensores de temperatura ambiente, entre outros.

Nas corporações, essas tecnologias também têm um papel igualmente importante. A empresa de logística DHL começou a utilizar um modelo de óculos inteligente dotado de um sistema de realidade ampliada que possibilitou um aumento de 25% na produtividade dos funcionários encarregados da localização e retirada de produtos nos estoques de seus depósitos.

Em uma próxima etapa, outros acessórios como anéis, pulseiras e correntes também estarão integrados com sensores e outros dispositivos a fim de ampliar a conectividade entre as coisas (internet das coisas) e o leque de funcionalidades, como a localização via GPS, medições de radiação ultravioleta, obtenção de informações em tempo real e muito mais. O que se abre é uma gama ilimitada de possibilidades que, segundo analistas, podem até tornar os aparelhos de telefone celular obsoletos.

Esse mercado só tende a crescer. Segundo a empresa de consultoria em tecnologia eMarketer, até 2018, haverá cerca de 80 milhões de pessoas usando algum tipo de wearable, o que certamente representa uma parcela significativa da população norte-americana, considerando esse curto espaço de tempo. E ainda não foi considerado o público fora dos Estados Unidos nessa estimativa.

Não restam dúvidas de que essa é uma tendência promissora para os próximos anos, até porque as gigantes do ramo tecnológico, como a Apple, Google, Samsung, Microsoft e Sony, estão investindo pesado nesse mercado, segundo relata Arie Halpern, diretor da empresa de consultoria Gauzy LTD. Para quem é apaixonado por tecnologia como nós, por hora usuários dos Smartphones, resta torcer para que o custo desses wearable seja acessível.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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