Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Você certamente já deve ter ouvido a frase “ Isso não passa de uma Teoria da Conspiração”, termo que se refere a possíveis ações organizadas cujo intuito principal é fomentar algum tipo de conspiração, como a queda de um governo, a destruição de uma instituição, a guerra entre nações ou algo dessa natureza.   Essa teoria aponta para o assassinato de celebridades, como o do presidente norte-americano John F. Kennedy,  para o envolvimento de sociedades secretas nos principais “incidentes” globais e, mais atualmente, para eventos terroristas, como o ataque de 11 de setembro de 2001 no World Trade Center.

No mundo da ciência e da tecnologia, algumas teorias também despontam com embasamento, muitas vezes “científico”. Talvez a que tenha mais adeptos é a da suposta fraude na exploração da lua pelo homem em 1969. Uma mais atual envolvendo tecnologia é a da influência do governo russo na última eleição presidencial dos Estados Unidos da América, por meio de ataques  via internet promovidos por hackers russos, que tiveram como objetivo principal desprestigiar a candidata Hilary Clinton em detrimento do presidente eleito Donald Trump.

O New York Times noticiou esta semana, no artigo intitulado The Perfect Weapon: How Russian Cyberpower Invated the U.S. (A arma perfeita: Como o Poder Cibernético Russo Invadiu os E.U.A.), essa conspiração, dando detalhes do planejamento e da ação desse grupo de hackers, chamado de The Dukes (em uma tradução literal, Os patos). Há alguns anos, suas ações já vinham sendo monitoradas pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) por várias outras tentativas de invasão em órgãos oficiais dos Estados Unidos, como o Departamento de Estado e a própria Casa Branca. A principal estratégia dos hackers consistia na tentativa de invasão das contas de e-mail de agentes, políticos e autoridades do governo, para ter acesso a informações confidenciais. Em tese, algumas dessas informações puderam, ou poderiam, ser utilizadas de modo a influenciar o andamento das eleições de 2016.

O grande problema de toda essa história é que os ataques só foram realmente descobertos e  validados como reais meses após o seu início, e, aí, o estrago já estava feito. Mesmo depois que os especialistas em segurança detiveram os cyberattacks, vários e-mails contendo informações pessoais, como os da própria candidata Hilary Clinton, foram divulgados pelos hackers em vários sites como o WikiLeaks. A dimensão do alcance desses ataques nas eleições americanas ainda está sendo medida, se é que essa tarefa é possível, mas o fato, certamente, não causou uma boa impressão ao conservador eleitorado norte-americano.

Em tempos modernos, as teorias da conspiração são mais transparentes e plausíveis de constatação. Em comum, está o fato de elevarem grandes infortúnios da humanidade à categoria de complôs organizados e não puramente aleatórios. É bem provável que elas se tornem cada vez mais tecnológicas, afinal, como o artigo do NYT menciona, é a arma mais poderosa, pois é barata, difícil de identificar e, mais difícil ainda, de se rastrear.

 

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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