Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Estamos a poucos dias do final de 2017 e as perspectivas futuras para o mundo não são muito animadoras, pelo menos para o físico britânico Stephen Hawking, um dos maiores cientistas vivos, criador de várias teorias revolucionárias no campo da física teórica.

Segundo ele, “estamos em um momento perigoso para o futuro da humanidade”, frase no mínimo impactante publicada em um artigo no The Guardian, no início de dezembro. Suas afirmações baseiam-se no fato de termos alterado sensivelmente o nosso planeta, produzindo produtos e tecnologias que podem destruí-lo se nada for feito para conter o poder autodestrutivo que o homem desenvolveu ao longo dos tempos. Várias espécies animais estão em fase de extinção, quando não extintas, e muitas devem entrar em colapso devido à exploração desmedida dos recursos naturais.

Outras questões igualmente preocupantes, como as alterações climáticas, a acidificação dos oceanos, o aumento da população global com a possível escassez de alimentos, água e outros recursos naturais vitais  para a vida humana, além do aumento das epidemias, foram apontadas como fatores eminentemente ameaçadores para a nossa existência.

Além das questões ambientais, o cientista alerta para os fatores sociais e econômicos. Muitos dos postos de trabalho nas indústrias desapareceram devido ao avanço da tecnologia, fundamentalmente. Pessoas têm sido substituídas por máquinas e robôs, o que tem causado desemprego direto ou indireto, já que os funcionários ainda presentes devem se especializar cada vez mais a fim de acompanhar as evoluções tecnológicas,  algo nem sempre conseguido em tempo hábil.

Essas prerrogativas, além de gerar desemprego, são responsáveis pelo empobrecimento do cidadão, colocando-o em situação de risco social. Isso significa mais pessoas vivendo em condição de pobreza ou miséria, êxodo populacional com migrações em massa, em sua maioria ilegais, o que nos remete a períodos críticos vividos pelo homem ao longo da história.

Os governos das grandes potências econômicas mundiais, por sua vez, têm se fechado em movimentos contrários à globalização, muitos dos quais com vertentes extremistas, o que põe um tempero amargo a esse cardápio indigesto. Países como Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e, mais recentemente, a Áustria optaram ou devem optar por esse caminho.

Para Hawking, os governantes das penúltimas gerações fomentaram o desolamento e o abandono social para a classe média, responsável pela mão de obra menos especializada, porém mais operária no sentido literal da palavra. Tal medida certamente tem alimentado o surgimento de uma  nova geração de políticos com posições extremistas contrários ao suposto causador dessas mazelas, leia-se neoliberalismo.

Trabalhar com previsões é trabalhar com incertezas. Não se trata necessariamente de ciências exatas, mas de projeções sujeitas a falhas. Entretanto, em se tratando de Stephen Hawking, é bem provável que os erros cometidos sejam mínimos, até porque a dinâmica envolvida nesses processos é bem conhecida.

Para o Dr. Hawking, “daqui a algumas centenas de anos, poderemos estabelecer colônias humanas em outros planetas, mas, por enquanto, temos somente este planeta e devemos trabalhar juntos para protegê-lo”.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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