Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

A Internet das Coisas (ou IoT – Internet of Things), em que todos os objetos do mundo físico podem ser conectados a uma rede de comunicação para trocar informações entre si e gerar dados que podem ser processados e distribuídos via internet, está criando uma revolução tecnológica e, consequentemente, gerando uma nova gama de dispositivos eletrônicos interessantes. As fechaduras digitais levam todo o conceito de segurança, praticidade e conectividade da era da internet até a sua porta, literalmente. Desnecessário? Talvez, mas basta uma olhada mais de perto nesses poderosos dispositivos para pensar diferente. Imagine a cena: você chega a sua casa (ou apartamento) e, quando vai abrir a porta, percebe que esqueceu a chave no trabalho; ou, então, sai de viagem e, depois de uns 100 km, não sabe se trancou a porta ou não; ou pior: após sair de casa, você tranca o seu filho (ou o seu cônjuge), que lhe liga desesperadamente para que leve a chave até sua casa. Essas são apenas algumas situações que poderiam ser evitadas se fosse utilizada uma ou mais fechaduras digitais.

As fechaduras digitais, como o nome sugere, não dependem de chaves físicas para serem acionadas. Há diversos modelos que contam com acionamento por senha numérica, biometria (impressão digital) e chaveiros específicos (tags). Os modelos mais sofisticados apresentam também acionamento via aplicativos móveis por meio da própria internet ou das tecnologias de conexão de pequenas distâncias bluetooth e NFC (Near Field Communication). A maioria dos modelos funciona com baterias que geralmente possuem autonomia de até um ano e que, quando estão próximas do fim, é emitido um alerta sonoro ou via aplicativo móvel, assim, caso ocorra um problema de falta de energia, a fechadura continuará trancada e sua casa segura. Todos os modelos possuem sistema de segurança que emite um alarme sonoro em caso de tentativa de arrombamento ou de digitação errada de senha várias vezes. O alarme também pode ser silencioso e enviado diretamente ao usuário, que o recebe em seu smartphone.

Nos embalos da IoT, a fechadura digital Gate (Gate Labs – sem previsão de lançamento) possui câmera de alta definição que permite ao usuário visualizar via aplicativo a pessoa que está tocando sua campainha e, mesmo que ele não esteja em casa, é possível fazer uma videoconferência com o visitante e abrir a fechadura para ele remotamente via internet. A Gate possui também suporte a chaves físicas e permite a geração de códigos de acesso temporários, desse modo, caso você viaje, é possível gerar um código com validade de X dias para um funcionário ou um amigo da família.

O marketing também não ficou de fora da novidade. Em 2015, a cervejaria Heineken criou uma campanha publicitária para a final da UEFA Champions League em torno de uma fechadura digital. Batizada de “Heineken Door Lock”, a fechadura só abre mediante a leitura do código de barras de uma cerveja da marca, assim, durante a recepção dos amigos para um jogo de futebol, a entrada de cervejas que não sejam Heineken será barrada.

Os preços ainda não são atrativos, isto é, uma fechadura simples e sem recursos de conectividade com a internet custa em média algo em torno de R$700,00. Entretanto, as fechaduras digitais provam mais uma vez que o conceito de IoT não é passageiro, isto é, conectar tudo à internet possui uma série de vantagens e possibilidades interessantes e, à medida que a tecnologia evolui, novos produtos “conectados” irão surgir, fazendo com que o mundo físico se torne realmente uma extensão do mundo virtual.

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório
Docente da FATEC Jales