Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

O conceito de inovação, ou melhor dizendo, os conceitos de inovação, estão presentes na vida humana desde que o homo sapiens andou sobre a terra nos primórdios da humanidade.

Um fato presente em todas as tecnologias, tanto do ponto de vista de desenvolvimento como de aplicabilidade é inegavelmente a inovação. É inimaginável pensar em tecnologia sem inovação. Várias foram as revoluções tecnológicas advindas ao longo das eras que utilizaram como a principal força motriz a inovação tecnológica.

Mas afinal, o que pode ser considerado inovação?

Inovação consiste no processo de gerar algo novo, criar uma ideia nova desenvolvendo-a ou não, formular uma teoria nova, novos paradigmas, novas aplicações de tecnologias já existentes. Em alguns casos, o que inova não é exatamente o produto, mas o uso desse produto, as aplicabilidades que ele pode gerar, mesmo com criação de outros.

Assim, uma pessoa pode descobrir, mesmo que acidentalmente, o fogo sem saber exatamente onde utilizar. O próximo passo é como produzir o fogo. Em algum momento, outro agente sugere o uso para o cozimento de alimentos e, por fim, cria-se o fogão...

Dessa forma, falar de inovação é falar de tecnologia, é falar de ser humano. Fazendo uma analogia com a biologia, quando a humanidade inova em algo que produz um bem comum é como se ela tivesse uma mutação positiva em alguns de seus genes. O ganho é, na maioria das vezes, humanitário.

Dissertar sobre a inovação em um contexto histórico certamente nos remeteria, como já comentado, aos primórdios da humanidade, mas, sendo mais contemporâneo, abordamos, de modo bem sucinto a virada do século passado para o século XXI, momento em que passamos por revoluções tecnológicas, onde a inovação se mostrou ainda mais fundamental.

Tomando como exemplo o segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o que ocorreu no Vale do Silício (Silicon Valley) na Califórnia, Estados Unidos da América, nas décadas de 1960 e 1970, foi algo comparável a uma epopeia grega ou a época de ouro da civilização helênica. Jovens quase adolescentes, engenheiros, cientistas e, por que não dizer, um “bando de malucos” idealizaram uma revolução que mudou (e continua mudando) o mundo que “já” conhecemos. Pessoas tão ou mais simples como eu e você inventaram, literalmente, nas garagens de suas casas, toda a base tecnológica na área de informática, base a qual utilizamos até hoje e que, indiscutivelmente alterou todos os paradigmas de informação e comunicação desses últimos sessenta anos.

É fácil analisar o impacto que essas inovações trouxeram à humanidade, basta ficar, ou tentar ficar, sem utilizar qualquer sistema que utilize a TIC por uma semana, isso incluindo não somente os computadores e celulares, mas também as TVs a cabo (digitais ou analógicas), o sistema bancário, os pagamentos digitais e com dispositivos digitais como os cartões de crédito e débito, os sistemas de posicionamento globais (GPS), internet, entre outros.

A cada geração, extasiado com os avanços e inovações existentes, o homem reflete sobre o que mais falta ser inventado... Pois bem, falta muito. O quanto? Talvez não saibamos. Não sugerindo plágio ao poeta Fernando Pessoa “navegar é preciso”, mas indubitavelmente, inovar também o é.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior

Docente da FATEC Jales

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