Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Até a um tempo atrás, ouvir que alguém tinha a cabeça nas nuvens significava, entre outras coisas, que a pessoa era desligada, desconectada do mundo que a cerca, talvez até mesmo alienada. Por mais estranho que isso pareça, hoje, tal conceito na área de informática significa conexão total e irrestrita no que se refere ao armazenamento e processamento de dados.

Um conceito relativamente novo que tem estado presente cada vez mais corriqueiramente na vida das pessoas, incluindo o cidadão comum, como eu e você, é a chamada computação em nuvem ou cloud computing.

Nessa vertente de inovação tecnológica, as bases de armazenagem de dados encontram-se em servidores remotos alocados na web, o que torna o acesso aos dados independentes do dispositivo usado, isto é, o seu computador pessoal, tablet ou microcomputador do trabalho ou mesmo o aparelho de telefone celular. Basta ter uma conexão relativamente rápida de internet para poder acessá-los e, consequentemente, processá-los.

Como grande vantagem em relação aos sistemas de armazenamento físico-convencionais como os HD (hard drive) ou chips de memória (flash memory), memória SSD, entre outros, está o fato de que os dados estão sempre disponíveis na nuvem (leia-se, na web) e, na maioria dos casos, com um bom nível de segurança. Além disso, os próprios sistemas podem estar “instalados”, ou melhor, “disponíveis” na nuvem, o que num futuro próximo, dispensaria a necessidade de sistemas físicos pessoais, já que tudo o que você ou sua empresa precisa já estaria configurado, disponível, interconectado e projetado para funcionar totalmente na nuvem.

Para tornar mais simples a compreensão desse conceito, imagine a situação onde você compra um dispositivo, como por exemplo, um aparelho de telefone celular, e o mesmo vêm praticamente sem nenhum dispositivo instalado, algo como uma página em branco. Ao habilitá-lo e ligá-lo, uma conexão de internet o configura com algumas ferramentas básicas disponíveis e já previamente “instaladas” na nuvem e o permite acrescentar outras programas como jogos, aplicativos de redes sociais, etc. Toda essa estrutura de sistema está configurada na nuvem, associada a um endereço eletrônico como um e-mail.

Se você tiver dados agendados em uma agenda eletrônica nesse sistema e por acaso esquecer o seu aparelho de telefone no carro e quiser acessar esses dados, basta ter um dispositivo de acesso à internet, como o microcomputador do seu escritório para, através da nuvem, acessá-lo com o usuário de e-mail. Isso, naturalmente não envolve somente a agenda do telefone, mas sim, arquivos de dados, de textos, planilhas, fotos, filmes e tudo mais que seja armazenado na nuvem.

É óbvio que, para que tudo possa funcionar sem maiores percepções por parte dos usuários quanto ao tempo de execução, transmissão e leitura, a conexão de internet deve ser muito boa, rápida e estável, pois o tráfego de informação pela rede (pela web, mais especificamente) ainda representa um gargalo para países como o Brasil, mas sendo um pouco otimista, tal premissa é uma questão de tempo, potencialmente resolvível nas próximas décadas.

Que esse é um caminho sem volta, cremos que a tecnologia, já em andamento e em constante desenvolvimento, nos dirá.

É provável que daqui algumas décadas, quando quisermos dizer que alguém é desatento ou distraído digamos: “Esse menino vive com a cabeça fora da nuvem...”.

 

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior

Docente da FATEC Jales

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