Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Durante a década de 1990 o consumidor, passivo diante de um bombardeio midiático vindo de todas as direções e nos mais diversos formatos, se via preso em uma espécie de ditadura de conteúdo. Ele consumia apenas o que lhe era oferecido. Sem senso crítico, sem alternativas e, principalmente, influenciado pela mídia, sua única e previsível ação era de seguir o fluxo. Comprar uma TV nova? A “melhor” opção é aquela dos japoneses e ponto final. Qual é o “melhor” carro? Oras, compre um daquela marca alemã que, sem dúvida alguma, é a melhor opção, você não vê TV? O melhor aparelho de som? Vi na revista e na TV que aquela marca que começa com “G” é a “melhor”, não arrisque outra.

Essa passividade do consumidor começou a mudar com o advento da Internet, não só no Brasil, mas também no mundo. A Web, rede virtual que faz com que a internet seja visível e utilizável, mesmo em sua forma primitiva, na década de 1990 ofereceu o e-mail grátis, as listas de discussões, os fóruns, os sites e, principalmente, os mecanismos de busca, tão revolucionários quanto foi Gutenberg e seu conceito de aprendizado em massa para a imprensa moderna. Não existia mais barreiras geográficas, culturais e econômicas. Os então chamados internautas trocavam informações, ideias e, principalmente, conteúdo, quase sempre violando os princípios de propriedade intelectual e fortalecendo a pirataria. Começava uma grande revolução em termos de consumo de conteúdo.

Nos anos 2000 a força democrática da web se intensificou. A chamada Web 2.0 trouxe ferramentas que possibilitaram ao consumidor assumir o status ativo, isto é, por meio de blogs, videologs, sites pessoais e outras ferramentas, qualquer pessoa, por menor que fosse o conhecimento em informática, poderia criar, publicar e compartilhar conteúdo. Youtube, Blogger e Wordpress são ícones da web 2.0. Os consumidores, outrora passivos e previsíveis, agora compõem um complexo sistema de pensamentos aleatórios, críticos e cada vez mais exigentes. Ninguém mais compra um produto antes de pesquisar nos mínimos detalhes suas características técnicas, custo-benefício, vantagens e desvantagens. O que a TV diz não é mais uma verdade absoluta. Qualquer pessoa tem a liberdade de comprar um produto, testá-lo e postar sua avaliação (review) na web para que todos os interessados possam tirar suas próprias conclusões por meio de uma opinião imparcial e livre das “verdades” dos fabricantes. Para os consumidores isso é fantástico, já para as empresas, um alerta: é hora de ir ao encontro dos seus clientes e, principalmente, entendê-los.

Diante de todas essas transformações surge então o chamado Marketing de Conteúdo que, de uma forma bastante resumida, significa adquirir e informar clientes através da publicação de conteúdo na Web. Uma vez publicado em sites, redes sociais ou blogs, o conteúdo será avaliado, compartilhado e poderá influenciar pessoas a comprar um determinado produto ou serviço. Esses novos clientes poderão gerar outros clientes por meio de opiniões positivas, mas também poderá afastar outros tantos por críticas negativas. É possível, por exemplo, através de um anúncio patrocinado no Facebook, direcionar uma propaganda a um perfil específico de audiência, seja por idade, região geográfica, sexo e outros parâmetros. É imprescindível para uma empresa nos dias atuais estar presente no Facebook (e em outras mídias), pois pessoas de todas as idades, de todos os níveis intelectuais e de todas as classes sociais mantém seus perfis na rede social de Mark Zuckerberg. O popular WhatsApp também pode ser uma poderosa ferramenta de marketing de conteúdo, basta usar a criatividade.

Quando feito por uma equipe de profissionais competentes o marketing de conteúdo pode ser um diferencial para o seu negócio. Estar presente na Web nos dias atuais significa muito mais do que manter um site institucional. Estar na Web significa gerar conteúdo capaz de atrair novos clientes e impulsionar o seu negócio. Pense nisso.

 

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório

Docente da FATEC Jales

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