Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Segundo especialistas, as redes sociais presentes na internet nada mais são que uma expansão das redes humanas existentes desde que o homem “aprendeu” a viver em grupo. Não se pode negar que o uso de tais redes em ambiente corporativo é polêmico: enquanto algumas empresas as liberam para acesso de seus colaboradores, muitas as restringem sob o pretexto da queda de desempenho no trabalho dos funcionários. 

Quando há indícios de queda no rendimento dos colaboradores, as condutas dos líderes empresariais são colocadas em xeque e, nesse caso, torna-se mais conveniente atacar o efeito do que a causa do problema, ou seja, a proibição acaba imperando, sem pensar nos prejuízos quanto à motivação, por parte dos colaboradores.

Pôr a culpa apenas no uso excessivo de redes sociais em ambiente corporativo é mascarar problemas no ambiente interno, tais como a ausência de liderança por parte dos gestores, remuneração pouco atrativa dos colaboradores, plano de carreira inadequado ou a falta do mesmo, ou ainda, o não reconhecimento pelos trabalhos prestados, fato que não se pode ignorar numa empresa.

Por outro lado, alguns especialistas em gestão do tempo e produtividade entendem que a causa mais provável para o problema é a falta de bom senso por parte dos colaboradores ao fazer uso das redes sociais, de modo excessivo, no ambiente do trabalho. Eles defendem que o melhor caminho é o uso de forma controlada, com horários pré-estabelecidos, como no início e término do expediente.

Com a crescente popularização dos chamados smartphones, torna-se mais difícil controlar e/ou restringir o total acesso às redes sociais, pois, para se ter acesso a elas não mais se limita a um computador disposto em uma mesa, visível a todos - “proibir” não seria tão “proibido” assim! A dependência às novas comunicações digitais (se assim podemos chamar) evidencia que, em muitos casos, a dicotomia entre vida social e profissional não é preconizada e isso repercute no uso indiscriminado das redes sociais.

Vamos ao “liberar” – não são poucas as reclamações, advindas dos líderes empresariais, mas também dos clientes que ficam insatisfeitos, muitas vezes, pela desatenção do funcionário no momento do atendimento, ou ainda, pelo abuso inoportuno em certas situações, a exemplo do que recentemente acontecera com o caso tão divulgado sobre a morte do cantor Cristiano Araújo, com imagens da preparação do corpo (que deveriam ser eticamente privadas) e que foram inseridas nas redes sociais por uma funcionária da empresa funerária. Até que ponto a liberdade pode chegar?

Saber dosar o uso das redes sociais no ambiente corporativo é imprescindível e seria o ideal, obviamente, tanto por parte dos gestores como dos colaboradores.... Tornar o indivíduo mais produtivo não significa isolá-lo do mundo, mas, do mesmo modo que há regras para um bom convívio social, as empresas podem também dialogar sobre os prós e contras do uso no ambiente de trabalho. Integrar os funcionários em discussões como essas os colocam realmente como colaboradores com maiores chances de saberem lidar com a vida pessoal e profissional, particularmente em um ambiente corporativo em que o senso de limite vai sendo “negociado” e, consequentemente, com expectativas de resultados mais produtivos.

 

Aluno Milton Chapichi – 2º semestre de Sistemas para Internet da Fatec Jales

Profa. Me. Alessandra Manoel Porto – docente da Fatec Jales