Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

 O mundo fica cada vez mais fascinado com a ascensão tecnológica dos drones. Drone, que em português, quer dizer zangão (um apelido informal) é um dispositivo aéreo, não tripulado, originado nos Estados Unidos, que vem sendo cada vez mais difundido mundialmente para as mais diversas utilidades que vão desde o simples lazer até operações de espionagem.

Os drones surgiram a partir dos ideais militares de se criar aviões que pudessem chegar a locais perigosos e inóspitos, sem colocar em risco vidas humanas.

Não existem estatísticas concretas sobre a quantidade de drones no Brasil, porém, estima-se que haja algo em torno de 50 a 100 mil unidades. De acordo com ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), apenas sete estão em operação de forma legal, dos quais, dois são da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, dois da Polícia Federal, um do Departamento Nacional de Produção Mineral e dois da empresa Xmobots. Se o uso do drone for para lazer, esporte, hobby ou competição, o equipamento é considerado como um aeromodelo sendo, para tais finalidades, definidas regras da Aeronáutica específicas para o funcionamento. Já para fins comerciais, ainda não existe uma regulamentação para o seu uso, apesar do setor aguardar com muita expectativa a elaboração e a divulgação dessas regras. Na América do Sul, a legislação já está operante na Argentina, Chile e Uruguai.

Esses equipamentos não são tão baratos, sendo os drones mais simples, para uso recreativo, avaliados entre R$ 1 mil e R$ 4,5 mil e os equipamentos mais elaborados para mapeamento geográfico, por exemplo, podem custar até R$ 200 mil.

São inúmeras as possibilidades de aplicação dessa tecnologia, dependendo apenas do modelo de cada equipamento, como filmagens, publicidade, fotografias, entregas de encomendas, na agricultura, uso militar, mapeamento em 3D, missões de buscas ou governamentais, defesa civil, defesa aérea, usos como robôs industriais, patrulha de fronteiras, combate a incêndios ou crimes em geral, fiscalização ambiental, distribuição de remédios em ambientes hostis, entre outros, além de aplicações que ainda estão por vir.

No Brasil, esses equipamentos têm sido cada vez mais utilizados na área agrícola. Os drones, controlados do chão ou operados automaticamente, carregam uma ou mais câmeras coletando imagens ou vídeos de alta resolução de qualquer local da propriedade. As imagens coletadas podem, então, mostrar a localização de áreas com doenças na plantação, falhas nas linhas de plantio ou até mesmo contagem de plantas por área (citros, eucalipto, café, etc).Um outro exemplo interessante é a aplicação na área da saúde pública. O município de Borda da Mata (MG) tem um projeto diferenciado para combater a dengue na cidade. O equipamento está sendo utilizado para mapear e fiscalizar os imóveis. Com uma câmera acoplada no drone, o controlador sobrevoa os quintais, observa se as caixas d’água estão destampadas, lixos acumulados e assiste a tudo em tempo real por meio de um monitor. Os flagrantes feitos pelo drone servirão de prova para aplicação de sansões, como multas, por exemplo.

Os drones, no Brasil, já representam uma realidade cada vez mais presente, carecendo, contudo, de uma legislação que regulamente, com urgência, o seu uso para que sejam consolidados os benefícios propostos por essa tecnologia garantindo legalmente a minimização dos riscos inerentes às potencialidades desses dispositivos.

 

Profª Me. Cristina Tondato

Docente da FATEC Jales

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