Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Para garantir sua sobrevivência, desde os primórdios da humanidade, o homem vem desenvolvendo tecnologias visando a produção de alimentos e outras matérias-primas como algodão, madeira e energia. Entre as primeiras invenções, além do fogo e da roda, podemos citar a enxada de madeira. A produtividade nesta época era baixa e a produção era de subsistência. Com o passar dos anos, muitas outras tecnologias contribuíram para aumentar a produção e também para que os produtos pudessem ter maior vida de prateleira, ou seja, serem viáveis por mais tempo, após sua colheita. Entre essas tecnologias estão a refrigeração, o uso do sal, do açúcar e de outros conservantes.

Por volta das décadas de 1960 e 1970, a modernização, o uso e a difusão de diversas tecnologias agrícolas, ocorrida principalmente nos países menos desenvolvidos, caracterizou a Revolução Verde. Neste período, destacou-se o uso intensivo de mecanização nas lavouras, uso de defensivos e adubos químicos. Apesar do inegável aumento na produtividade das lavouras, inúmeros impactos sociais e ambientais, advindos pelo uso exaustivo das máquinas (substituindo a mão de obra do trabalhador), além da utilização expressiva de produtos químicos na terra, representaram marcos negativos nesse novo cenário de produção.

Outra tecnologia muito polêmica utilizada para aumento de produtividade é o Organismo Geneticamente Modificado - OGM, também conhecido popularmente como transgênico. Seu uso no Brasil foi liberado em 2004 e ainda não se sabe ao certo seus reais efeitos em relação ao meio ambiente e ao homem. Contudo, é uma grande ferramenta em prol ao aumento de produtividade e redução de custo de produção. De acordo com a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CNTBio, os transgênicos  representam cerca de 92% de toda soja cultivada no Brasil, 81% do milho e 47% do algodão.

Como alternativa aos transgênicos e aos alimentos produzidos com agrotóxicos, o consumidor tem à sua disposição os alimentos orgânicos, cuja procura aumenta a cada ano. As estatísticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, estimam que no Brasil, mais de 50 mil agricultores praticam a agricultura orgânica, cujo faturamento calculado no país é de U$150 milhões e no mundo, U$50 bilhões. É relevante ressaltar que ela também é considerada uma tecnologia moderna e sustentável para a produção de alimentos.

Recentemente, os produtores agrícolas passaram a ser cobrados não só por produtividade, mas também por qualidade, lucratividade e sustentabilidade. Algumas técnicas de cultivo foram aprimoradas, valendo destacar o Sistema de Plantio Direto, o Cultivo Mínimo, o Manejo Integrado de Pragas e a Agricultura de Precisão. Destacam-se também a Adubação Verde e a Rotação de Culturas, permitindo que as lavouras se mantenham produtivas, com menor exaustão do solo e custo de controle de pragas, doenças e plantas daninhas; maior retenção de umidade e menor temperatura na superfície do solo; maior ciclagem de nutrientes e menor risco de compactação, entre outras vantagens.

 Atualmente, a informática está cada vez mais incorporada à agricultura, colaborando para que o uso dos insumos agrícolas seja mais criterioso e as informações sobre a lavoura, precisas. Afinal, para uma população que cresce a cada dia, soluções tecnológicas para alimentar a todos e diminuir os custos são imprescindíveis.

Profª. Me. Adriana de Souza Colombo

Docente da FATEC Jales

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