Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

A maneira com que a tecnologia vem evoluindo nos últimos anos nos faz refletir sobre de que forma ela poderia contribuir cada vez mais, e positivamente, para a sociedade em que vivemos. No ano de 2008, foi aprovada no Brasil a “Lei Seca” cuja finalidade era de se reduzir os acidentes de trânsito devido ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Ainda em vigor, essa lei, de certa forma, tem ajudado no quesito “prudência”, porém, não o suficiente para que possamos ficar totalmente tranquilos, sabendo que acidentes de transito são a principal causa de morte hoje, especialmente quando um jovem está à frente do volante. Então, por que não usar a tecnologia em favor dessa causa, ao invés de empregá-la apenas para si mesmo?

A evolução da internet é indiscutível. Em pleno século 21, não se vê mais cartas escritas a mão ou aquela simples roda de amigos conversando pessoalmente, e sim correios eletrônicos e mensagens instantâneas feitas por celulares modernos, nem mesmo aquela multidão de pessoas em busca do último produto na loja, e sim, um tráfego extremamente grande de requisições feitas em lojas online. De uma forma globalizada, a tecnologia atrai o indivíduo, muitas vezes, apenas pelo seu entretenimento e diversão, e não como uma opção para o “bem-estar” humano. É claro que, usá-la para isso não é nenhum crime, todavia, se as pessoas refletissem sobre as amplas possibilidades que a modernidade nos oferece, talvez não passássemos por tantas preocupações, como no caso do trânsito.

Repensando nisso, cabe aqui citar que está sendo discutida a possibilidade de se usar a tecnologia dos celulares como auxiliar à “validação” da Lei Seca. A ideia agora é utilizar a câmera do celular durante a realização do famoso teste do bafômetro e, dessa forma, os envolvidos na situação não teriam a possibilidade de negar o feito perante a justiça. Com a utilização de provas concretas, os motoristas imprudentes pensariam duas vezes antes de dirigir embriagados – seria a suposição!

É certo que, em se tratando de modernidade, podemos ir muito mais além; hoje, já existem aplicativos do próprio celular que podem substituir os aparelhos usados pelos policiais. Japoneses criaram um aplicativo que, através de outro mecanismo, transformam os smartphones pessoais em um bafômetro, com cem por cento de precisão, ou seja, o próprio usuário pode verificar o teor de álcool que corre em suas veias (caso não esteja tão elevado, até conseguirá raciocinar para tomar decisões). A primeira vista parece um tanto quanto exagerado ou impossível, mas é a realidade na qual vivemos: as máquinas estão praticamente realizando o trabalho todo.

Com isso, percebemos a importância da tecnologia, não apenas como um instrumento de entretenimento, mas sim como uma opção a mais para resoluções de problemas cotidianos, a questão está em como saber usar. É impressionante a grandeza de possibilidades que a evolução tecnológica permite ao ser humano, muitas vezes, chegar a solução, ou pelo menos a uma melhora de situação, com um simples clique digital. Quanto à punição dos alcoólatras ao volante, a tecnologia ajuda nas evidências, mas a punição já é com outro departamento.

Leandro Matanovich Araújo e Profa. Me. Alessandra Manoel Porto (Docente da FATEC Jales)
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