Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

A comunicação é vital aos seres humanos. Sem ela, ficamos isolados no/do mundo, dizem os entendidos no assunto. Com o avanço tecnológico, passamos a utilizar outros meios de comunicação como o e-mail e mensagens instantâneas, ao invés de apenas telefonemas ou cartas minuciosamente escritas e passadas a limpo.  Devido à internet, os filhos daqueles que antes passavam no papel suas ideias de maneira legível (na maioria das vezes), digitam hoje, no ritmo da vida contemporânea, o que inclui apertar teclas, “dar uma olhada na palavra”, às vezes utilizar o “backspace “ para apagar o “h”  que ficou a mais no final da mesma, e, clique... é lançado na web narrações comprometedoras e tratamentos nada corteses, como se o espaço virtual fosse “terra de ninguém”.

Não são raros os conflitos iniciados no mundo virtual por aqueles que agem como se a internet fosse um ambiente anônimo, e não atuam de maneira responsável e ética em postagens e comentários, o que tem levado a muitos conflitos além do espaço virtual, e em casos mais extremos, processos judiciais e outros comprometimentos, um deles, a perda de emprego.

Tomando por base que 87% por cento da população brasileira acessa a rede ao menos uma vez por semana, são cerca de 180 milhões de usuários navegando de modo “selvagem”, acreditando ser sem regras, quanto ao aspecto comunicativo, o espaço virtual. Embora já se tenha especialistas judiciais para os crimes da internet, não se pode dizer que haja regras definidas, registradas como NORMAS de como se expressar na web, existindo as chamadas netiquetas, que são orientações aos internautas para que, ao utilizarem os registros na internet, os façam de modo adequado, prevalecendo o bom senso e a ética.

Algumas dessas netiquetas são mais voltadas à comunicação em redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens instantâneas, como o Facebook e o  Whatsapp, por exemplo; há também aquelas voltadas para os fóruns em cursos a distância (Ead). Vale também lembrar que muitos problemas de interpretação/comunicação poderiam ser evitados se houvesse maior zelo, pelos usuários, quanto à pontuação, grafia correta, imagens e textos adequados à situação comunicativa. Assim, a comunicação virtual dar-se-ia de maneira menos tensa e sem constrangimentos.

Se comunicar com outras pessoas é algo necessário e extremante saudável, cada um, envolvido nesse processo, é responsável por si mesmo, tem liberdade de expressão, pode postar, escrever o que acha que deve, mas precisa também se lembrar de que o outro possui os mesmos direitos. Assim, externar opiniões pessoais na web não pode ser confundido com opiniões e afirmações discriminatórias ou uma espécie de “guerra virtual”.

As palavras escritas no computador têm resultados reais na vida dos envolvidos, tanto positivos como negativos. Pensar no outro e na maneira que esse fará o entendimento da mensagem passada exige responsabilidade; não dá mais para falar que a web vive no anonimato.

 

Gabriela Troyano Bortoloto e Prof. Me. Alessandra Manoel Porto (Docente da FATEC Jales)

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