Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

A tecnologia tem auxiliado a humanidade em seu desenvolvimento, desde o início dos tempos, a se firmar como espécie dominadora de todos os ambientes terrestres e, em breve, em outros ambientes no sistema solar como a lua e possivelmente o planeta Marte.

Mas, nem sempre esses conhecimentos foram tão acessíveis como nos dias atuais. Houve, e ainda há, momentos da evolução humana nos quais o domínio científico e tecnológico era privilégio de poucos e, fundamentalmente, eram ferramentas para a dominação de outros povos e de imposições de cunho imperialista. Nessa vertente, podem ser citados os domínios Greco-romanos no ocidente, do século V a.C. ao V d.C., dos Mongóis no oriente, século XIII ao XIV d.C., dos Astecas na América Central, entre os séculos XIV e XVI d.C. além das civilizações Maias (séc. XVI) e dos egípcios, nos três primeiros milênios anteriores à cristã.

No fim da idade média, alguns países europeus como a Espanha, França, Itália, Portugal, Holanda e Grã-Bretanha, por meio do desenvolvimento e uso da tecnologia naval, expandiram-se comercialmente e, consequentemente culturalmente, abrindo novas frentes de comércio e de exploração de recursos naturais, de modo a mudar o mundo como o conhecíamos.

Sucederam-se os séculos da química (séc. XIX), da física (séc. XX), culminando com o boom tecnológico do século XX, além é claro, das revoluções industriais entre os séculos XIX e XX e, por fim, até o momento, o século da biologia (séc. XXI). Voltando um pouco ao início do século XX, os Estados Unidos da América (EUA) e a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS) se impuseram como as principais potências econômicas, científicas, culturais e bélicas, principalmente devido ao expressivo desenvolvimento e domínio científico-tecnológico nas principais vertentes de vanguarda existentes como os setores aeroespaciais (domínio das telecomunicações via satélites), o de produção de energia, destacando-se a energia termonuclear, e de várias outras áreas que vão desde a produção de alimentos, fármacos, nas áreas de engenharia, e principalmente, no desenvolvimento de dispositivos eletrônicos como os computadores.

Não poderíamos deixar de mencionar, na década de 1980 do século XX, a presença dos chamados “Tigres Asiáticos” (Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan) que investiram pesado no desenvolvimento tecnológico, como principal força motriz para o crescimento econômico.

Assim, a colocação intitulada nesse texto se justifica de forma clara: apostar no ensino tecnológico é essencial para que todo esse processo exista. Importantes instituições de caráter tecnológico como o MIT (Massachussets Institute of Technology) no EUA, as politécnicas e as instituições tecnológicas de ensino da Alemanha, os demais centros de desenvolvimento tecnológicos no Japão e na Ásia, entre outras, fizeram e ainda fazem, um papel importantíssimo nesse cenário.

Apesar de o ensino tecnológico no Brasil ter iniciado na década de 1940, podemos dizer que ainda estamos na primeira infância do desenvolvimento tecnológico ideal. A falta de políticas públicas nas áreas educacionais, aliada à falta de estratégias de médio e longo prazos nesse ínterim, nos inebria ao paradoxo de geradores de commodities tecnológicas, ou seja, somos ainda meros usuários da tecnologia, alvo algumas poucas exceções. Precisamos investir mais e melhor no ensino tecnológico para, quem sabe um dia, fazermos parte dessa história, se possível, ainda no século XXI.

 

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior e Profª Drª Andrea P. Silva
Docentes da FATEC Jales