Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

O objeto que facilitou o transporte de muitas compras, ajudou no descarte de milhares de toneladas lixo e que demora aproximadamente 100 anos para se decompor no meio ambiente, vem dando o que falar. Para quem pensou nas sacolas plásticas, acertou! Causando polêmicas, levantando questões como “até que ponto é sustentável adotá-las” , elas tentam sobreviver...

A palavra “plástico” vem do grego plastikos, que significa “próprio para ser moldado ou modelado”. Os plásticos são originados a partir de resinas derivadas do petróleo e pertencem ao grupo dos polímeros, que são longas cadeias moleculares. Cada plástico tem seu período de decomposição e, no caso da maioria das sacolas, ele é de100 anos ou mais.

Tentativas para a diminuição do uso de sacolas plásticas não foram poucas, desde aquelas que trabalhavam com a conscientização das pessoas à criação da Lei 15.374/11, que proibiu a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas derivadas do petróleo – ação sem muito sucesso, no entanto, em muitos supermercados, mesmo por um curto tempo, adotaram-se  as “supostas” sacolas ecológicas, fabricadas à base de cana-de-açúcar e disponibilizadas em duas cores: verde, para lixo reciclável e cinza, para orgânicos e rejeitos.

Entretanto, qual a diferença entre as sacolas de plástico convencionais e as ecológicas? Os plásticos oxi-biodegradáveis, dos quais são produzidas as “sacolas ecológicas”, se decompõem em apenas 3 anos porque possuem aditivos químicos que aceleram a degeneração em contato com a terra, luz ou água. Além de ter em sua fonte matéria-prima renovável, essa não contribui para o acréscimo de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Fato: são mais caras para o comerciante e mais frágeis no acondicionamento das mercadorias (fator que, em alguns casos, há a necessidade de duplicar o uso).

A partir de maio de 2015, os supermercados do município de São Paulo deixaram de fornecer gratuitamente as sacolas plásticas, mas o que “choca” é que, segundo uma pesquisa da Datafolha em agosto de 2015, somente 16% dos entrevistados entendem que o meio ambiente é beneficiado com a cobrança das sacolinhas. Partindo desse ponto, observamos que as pessoas não têm ainda consciência do quão inconsequente e destruidor é o ato de dependência obsessiva pela sacola plástica.

O impressioante é que não houve grande esforço, por parte de muitos consumidores, em adequar-se a uma reeducação ambiental, nem tampouco os estabelecimentos, que passariam a economizar na ceção de sacolas convenconais e ganhar na venda de outras. Teriam outros interesses ocultos?

Pensar um futuro em que o ambiente e o homem estejam em melhor situação requer mudar práticas já cristalizadas pela sociedade moderna e investir na educação dos mais jovens e na reeducação dos adultos, sobre a  importância e necessária conscientização na mudança de hábitos rudimentares e impensáveis para o cenário atual: a divulgação/incentivo do uso das sacolas retornáveis (sacolas de tecido, por exemplo) pelos comerciantes, sem a pretensão de “lucros” abusivos sobre elas, seria um boa alternativa.

A prática dos três Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), se frequente no cotidiano das pessoas, poderá prevenir e diminuir muitos impactos ambientais, de modo que tais ações sejam tão naturalmente constituídas na prática humana sem serem vistas como um tormento pessoal – ir ao mercado com uma sacola reutilizável, vira!

Anne Lise Simão Silva e Profª. Me. Alessandra Manoel Porto (Docente da FATEC Jales)
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