Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

De que adianta possuir algo e ser refém dela? Assim posso dizer que é o mundo atual em relação à internet. É notório que a internet nos ajuda (muito) em todos os aspectos, porém não podemos ficar à mercê da conectividade.

Quando fico sabendo que algum amigo foi viajar, para qualquer que seja o lugar, fico muito feliz, já que é sempre bom adquirir novos conhecimentos e culturas ou mesmo conhecer algo novo, mas você percebe que a pessoa não aproveitou tão bem a viagem. Como posso afirmar isso? Simples, ela postou inúmeras fotos nas redes sociais, quase sempre com o intuito de ganhar “curtidas”.

A pessoa viaja milhares de quilômetros, paga uma fortuna por transporte, hotel, alimentação e inúmeras outras despesas. Chegando a Paris qual a primeira coisa a fazer? Ir ao Museu do Louvre para ver a Mona Lisa ou ir a Torre Eiffel? Nenhuma das duas. Preciso postar uma selfie do hotel para que todos saibam que estou em Paris!

Chegando ao museu, caso haja tempo, o importante não é apreciar a pintura (real), o importante mesmo é tirar mais uma selfie com a pintura ao fundo. Caramba, você está lá de verdade, então aproveite para realmente ver a pintura, enxergar cada detalhe da rica obra. Já existem fotos suficientes do quadro, não acha?

Se a viagem fosse gratificante, será que realmente teria tempo para postar tantas fotos?

Aniversário de algum amigo -  você já vai postar uma mensagem para ele? Por que não ligar ou mesmo ir dar um abraço de verdade? Talvez algumas pessoas já nem saibam mais oferecer um abraço e felicitar algo para alguém no mundo real, pois se aprisionaram no mundo “perfeito” (virtual), e não sabem fazê-lo fora da internet.

No ambiente de trabalho também não é diferente. Desafio qualquer pessoa a conhecer a caligrafia de mais de um colega de trabalho. Você envia um e-mail para seu amigo para convidá-lo para almoçar, mas por que não vai até sua mesa e o convida de “verdade”?

Seu amigo do trabalho te convida para ser padrinho de casamento dele, e você como bom e fiel companheiro, aceita. Chega o dia do evento e na hora do sim e da troca das alianças, o que os noivos fazem? Dizem sim e trocam as alianças - sim isso é obvio, mas fazem mais o quê? Tiram uma selfie! Pelo amor de Deus, existem fotógrafos contratados para fazer isso. Desfrute do momento único de sua vida.

Não há dúvidas de que a tecnologia veio para ficar e nos servir, não o contrário. Saber usar é preciso. Viver na realidade virtual pode ser bacana, mas nada será igual ao dar um abraço e um beijo (físico e presencial) em alguém que você ama. Virtual seria “o quase”, que nesse aspecto, uma quase vida.

Afinal, a internet te serve ou você serve a internet?

Paulo Rodrigo Rocha Leite e Profª. Me. Alessandra Manoel Porto (Docente da FATEC Jales)
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