Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

As pessoas têm se mostrado fascinadas com as inúmeras novidades que as novas tecnologias têm proporcionado por meio de textos e mais textos, tanto verbais como visuais, de diversos gêneros, desde um simples aviso até as propagandas mais persuasivas das páginas das redes sociais, presentes nos caixas eletrônicos, no celular! Esses textos convivem conosco em todos os momentos, já que a tecnologia, mais especificamente o celular, já é inerente ao ser humano.

Já imaginaram quantos textos circulam por esse aparelho, o dia todo, literalmente, porque há usuários que parecem nem “dormir mais”, enviam mensagens constantemente, leem tudo na tela, na telinha (porque há diversos tamanhos, para todos os gostos e bolsos), textos fúteis ou úteis, curtem as fotos, as filosofias, os desabafos... Mas será que tudo que é lido está sendo, realmente, compreendido?

Conforme dados do Censo 2010, temos hoje no Brasil quase 14 milhões de analfabetos, sem contar os considerados analfabetos funcionais, ou seja, pessoas que decodificam a língua, mas não conseguem, ao final do enunciado, compreender o que foi lido e “curtem” a mensagem recebida pelo whatsapp ou facebook.

As pessoas leem mais, sem dúvida, mas realizam uma leitura abstrata, sem muita curiosidade investigativa sobre o que se lê, e isso tem feito a humanidade caminhar para um futuro concebendo-se como soberana e moderna: tem nas mãos um bom celular, posta e recebe informações em tempo real, mas a visão de tudo isso ainda é muito superficial.

Em qualquer circunstância de nossa vida, é preciso ter foco... Fazer a seleção do que se quer ler faz parte dessa delimitação e isso não significa ficar alheio aos acontecimentos do mundo, de não nos solidarizarmos com o outro quando as campanhas são feitas pelas redes sociais, mas desenvolver habilidades de investigação, não para disseminar boatos, criar “guerras virtuais”, mas para ler os textos em seus contextos, com uma percepção mais crítica e menos ingênua.

Se a leitura não for levada a sério, não demorará muito e curtiremos uma piada ou mensagem nas redes sociais para não sermos considerados ignorantes, mas, na realidade, não estaremos compreendendo nada, correndo o risco de sermos cerceados também como analfabetos funcionais

 

Profª. Me. Alessandra Manoel Porto
(Docente da FATEC Jales)
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