Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

O comércio eletrônico é um dos setores que mais crescem na internet. Somente no ano passado, movimentou em torno de US$ 1,471 trilhões no mundo, o que representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, conforme dados da eMarketer, empresa especializada em análise e estatísticas que envolvem o mercado digital. O Brasil é o único país da América Latina entre os dez melhores mercados mundiais do e-commerce, com faturamento de R$35,8 bilhões (E-bit, 2014). As seis categorias líderes de vendas no país foram modas, cosméticos, eletrodomésticos, livros, celulares e informática. Isso se deve ao aumento do número de internautas atraídos não só pelas redes sociais, mas também pela facilidade e comodidade oferecidas para a realização de compras. Apesar desse ambiente favorável ao comércio, observam-se mais exigências e algumas precauções no momento da aquisição de produtos pela falta de confiabilidade em relação a alguns sites. Por isso é necessário que as empresas anunciantes invistam em recursos para conquistar o cliente, o que deve ser considerado também por aqueles que pretendem criar uma loja virtual.  

Possuir uma empresa online requer o mesmo planejamento de uma presencial, pois ela precisa de localização, marketing, credibilidade, entre outros. A primeira tem que ocorrer de maneira fácil e rápida. De acordo com um levantamento da Serasa Experian, o Google é responsável por mais de 50% do tráfego gerado para os sites no Brasil, o que mostra a importância de se ter um site bem posicionado.  Para que as empresas tenham o seu nome nas primeiras posições de suas pesquisas, há duas maneiras: por meio de anúncios pagos a cada clique (PPC) e otimização para busca orgânica (SEO).

No que diz respeito ao marketing, deve-se considerar que as pessoas são ávidas por novidades, querem encontrar algo novo toda vez que visitam uma loja, portanto é necessário investir nele. Vários elementos atraem os clientes e incentivam o seu retorno, como a criatividade na elaboração de promoções e lançamentos com base em um calendário; a atualização periódica do banner, do conteúdo da página, como as descrições do produto; a alteração do tamanho ou até mesmo da cor dos botões, como de realização de compras; facilidade no pagamento com cartão de crédito e boleto bancário e no cálculo de frete. Outra forma de divulgar é o social commerce, que permite à empresa mostrar seus lançamentos e promoções nas redes sociais, pode ser compartilhado pelos clientes, criando, assim, um vínculo entre eles. Além de expor as promoções da empresa, pode tirar dúvidas dos consumidores e permitir o conhecimento de insatisfações, possibilitando a resolução de problemas. O social commerce é uma forma de ficar próximo e desvendar os hábitos dos clientes na rede social.

Não podemos esquecer que a organização deve transmitir confiabilidade e credibilidade. Para isso, precisa, por exemplo, ser transparente em relação aos prazos de entrega, estabelecer uma política de trocas e devoluções, investir em sistemas de segurança que codificam os dados e oferecem o certificado de segurança. Em suma, deve-se deixar claro ao cliente que ele pode navegar e comprar com tranquilidade.

O comércio eletrônico é um mecanismo incrível, que deve ser muito bem planejado para conquistar o consumidor, cada vez mais cauteloso no momento da compra devido ao conhecimento de inúmeros casos de clientes que não receberam seus produtos ou os receberam com defeitos, tiveram seus dados pessoais utilizados indevidamente, entre outros. Dessa forma, o conhecimento de diversas áreas, como informática, marketing e gestão, é fundamental para a atuação deste mais novo empresário de lojas virtuais.

 

Vanessa Finoto (aluna do curso de Sistemas para Internet) e
Profª Me. Alessandra Manoel Porto (Docente da FATEC Jales)
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