Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Os nerds mudaram o mundo e você nem percebeu. Em um passado não tão distante os nerds eram estereotipados como pessoas extremamente inteligentes e criativas, porém com grandes dificuldades de relacionamento. Apesar de possuírem grande intelecto e se dedicarem aos estudos, se divertem de maneira incomum; demonstram interesses por livros, filmes e seriados de ficção científica; possuem nenhum ou poucos amigos, são arrogantes e ao mesmo tempo tímidos; não conseguem manter diálogos simples e, finalmente, ostentam as melhores notas escolares da turma. Apesar de preconceituosa, esta é uma visão que, em muitos casos, é apenas a verdade.

Segundo muitos historiadores a origem da palavra nerd remete ao final dos anos 1950 no MIT – Massachusetts Institute of Technology (centro universitário dedicado a pesquisa, tecnologia e engenharia nos EUA). Outras versões dizem a palavra é uma sigla para Northern Electric Research and Development, empresa de telecomunicações do Canadá, hoje conhecida como Nortel, isto é, todos os que trabalhavam diretamente com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias era chamado de nerd.

Existem grandes nomes que reforçam o estereótipo clássico do nerd. Suas contribuições para a sociedade ecoam e ainda vão ecoar durante muitos anos: Bill Gates – o grande responsável pela popularização dos computadores abandonou a faculdade onde estudava matemática e direito nos anos 1980 para fundar a Microsoft, até hoje uma das empresas mais valiosas e lucrativas do mundo. Steve Jobs – o fundador da Apple (considerada por muitos a empresa de tecnologia mais criativa de todos os tempos) em sua juventude estudou eletrônica por conta própria e, durante uma “brincadeira” junto do seu amigo Steve Wozniak, criou um dispositivo capaz de fazer chamadas de longa distância gratuitas. Jobs foi o criador de produtos e serviços que revolucionaram o mercado de tecnologia: iPod, iPhone, iPad, iCloud, entre outros. Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, uma das empresas mais importantes da era da Internet, demonstravam ainda na adolescência, grande interesse por matemática e computação.  O falecido Dennis Ritchie, principal criador da linguagem de programação “C” e também do sistema operacional Unix, era formado em física e matemática aplicada. Mark Zuckerberg – o criador do Facebook quando aluno do colégio ganhou prêmios em matemática, física e astronomia; é fluente em vários idiomas e uma pessoa extremante criativa. Enfim, a lista é muito grande, todos com algo em comum: a “nerdisse” manifestada ainda durante a adolescência.

Apesar de inicialmente ser considerado um termo pejorativo, associado a pessoas impopulares, esteticamente fora do “padrão”, sem amigos, com problemas de relacionamento e o alvo preferido dos valentões da escola, o fato é que os nerds mudaram o mundo, principalmente no campo das TICs – Tecnologia de Informação e Comunicação.

Hoje a cultura nerd está em alta, pois ao contrário do passado quando eram considerados “caretas”, eles ditam a moda e são capazes de influenciar a sociedade em diversos aspectos.

Numa próxima oportunidade irei falar sobre o universo da cultura nerd. Termino com uma frase atribuída a Bill Gates: “Trate bem os nerds. Existe uma grande chance de você ser um dos empregados deles um dia”.

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório
Docente da FATEC Jales
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