Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Com o advento da Web no início dos anos 1990, o mundo passou por diversas transformações no que diz respeito às novas formas de comunicação. Site, e-mail, RSS, download e diversas outras palavras e siglas, até então desconhecidas, começaram a fazer parte do cotidiano dos profissionais. A mídia impressa (jornais, revistas etc.) ainda exercia grande influência nas pessoas, pois, com a televisão e o rádio, era o principal canal de comunicação e de marketing.

No início dos anos 2000, com a popularização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o mundo viu surgir novas formas de se comunicar e, principalmente, de influenciar pessoas. Os portais de notícias disponibilizaram informações em tempo real classificadas por categorias e por relevância, assim os internautas (termo empregado popularmente nos anos 1990 para definir os usuários da Internet) poderiam encontrar assuntos de interesse de uma maneira simples e rápida. Com o surgimento das redes sociais, passamos a participar ativamente das notícias por meio de comentários, discussões e compartilhamentos de informações.

Com todas essas transformações, surgiu um novo tipo de profissional que, nos últimos anos, tem ganhado grande destaque por parte dos especialistas em comunicação: o webwriter. O escritor da Web (em tradução livre) é o profissional que cria conteúdos textuais para a Web. Esse profissional surgiu devido ao fato de que textos criados para a mídia impressa são bem diferentes dos produzidos para a web e outras mídias digitais. Enquanto o redator tradicional deve “simplesmente” escrever o texto, o webwriter tem diversas outras preocupações, pois um texto digital possui diversas características que vão além da sua mensagem.

Além do cuidado com a utilização de símbolos, gírias, palavras estrangeiras, imagens com direitos autorais, traduções e outros fatores como gramática e ortografia, é preciso saber que um texto digital é não linear, ou seja, é possível que entre suas palavras existam links que redirecionem o leitor a outros espaços cognitivos contendo informações em outros formatos, tudo para enriquecer a informação e prover interatividade com o leitor. Normalmente, também é empregado o uso de taxonomia (classificação por palavras-chave) e folksonomia (classificação por termos populares para um determinado público), dessa forma, é possível encontrar textos relacionados ampliando o universo da informação.

Um texto digital também deve ser cuidadosamente estruturado segundo regras como usabilidade (capacidade de uma tecnologia ser usável de maneira simples e intuitiva), encontrabilidade (capacidade de ser encontrado por mecanismos de busca – Google, Bing, Yahoo, entre outros), acessibilidade (ser acessível a pessoas com mobilidade reduzida) e, finalmente, deve ser um texto simples, claro e objetivo, pois a fadiga ocular causada pela leitura em telas de computadores, smartphones e tablets é maior que a leitura em textos impressos. Diante desse contexto, o webwriter é um profissional necessário em sites, blogs, equipes de criação de conteúdo, equipes de marketing, portais de notícias, escolas, empresas, enfim, em todas as organizações que fazem o uso da Web como principal ferramenta de comunicação.

O webwriter deve possuir conhecimento multidisciplinar, isto é, não basta escrever bem, é necessário ler muito, possuir conhecimentos de diversas áreas e noções das tecnologias e conceitos empregados na Web, pois será exigida dele a criação de textos dinâmicos, interativos, claros e que empreguem o uso da hipermídia, ou seja, a combinação de texto verbal, som, imagens e vídeos. Já pensou em ser um “escritor da web”?

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório
Docente da FATEC Jales
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