Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Não raro, ouvimos alguém dizer “Não sei português”; “Não gosto de português”. Para um professor de português, ou outro cidadão, ouvir declarações, a exemplo dessas, causa certo desconforto. Afinal, nos sentimos em casa com nossa língua ou não?

Se buscarmos um pouco na história da colonização do Brasil, veremos que, ao sermos “descobertos” por Portugal, como herança do colonizador, “ganhamos” a língua portuguesa e a implantou como oficial, ao modelo lusófono, mas no Brasil!

De berço latino, o português padrão, culto, sempre foi ensinado nas escolas, aquele português das gramáticas normativas, das regras... É isso que assusta?

Pois bem, completando esse universo linguístico, essa mesma língua, descrita pelo poeta Olavo Bilac como “inculta e bela”, foi sendo constituída pelas línguas indígenas que aqui já havia, pelos vocábulos africanos, trazidos pelos negros e pelos imigrantes que chegavam ao Brasil, incorporando novas palavras à língua portuguesa. Também foram surgindo adaptações às quais podemos chamá-las de aportuguesamento, ao passo que a variação linguística foi ampliando juntamente com o povo brasileiro. Há pessoas que chegam a afirmar “dizem que a língua portuguesa é a  mais difícil de se aprender”; ora, penso que essa declaração remete à gramática normativa da qual todo idioma é constituído.

Sem dúvidas, há muitos debates sobre a questão do uso da língua, ou melhor, das regras da língua: quem nunca pesquisou em uma gramática impressa ou online para saber como se escreve tal palavra, como combinar tal verbo com o sujeito, enfim, dúvidas e mais dúvidas em busca do primor pela escrita e pela fala?

Na verdade, há alguns preconceitos linguísticos quando o assunto é “saber português” e gosto de ilustrar com uma analogia bem simples: a própria sociedade “dita” regras em como nos vestirmos para determinados ambientes e essas são tidas como “padrão”; da mesma forma é o uso da língua, é preciso ter um traquejo, semelhante ao uso da vestimenta, em saber como falar em determinadas repartições ou  ocasiões e, por favor, a cortesia deve acompanhar sempre, pois não estamos falando da baixa escolaridade como sinônimo de não saber português.

Profª. Me. Alessandra Manoel Porto
Docente da FATEC Jales
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