Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Não é novidade que a Internet está em todos os lugares. Nas empresas, nas casas, nas escolas, enfim, em todos os lugares mesmo. Por meio dos mais diversos dispositivos eletrônicos, sejam portáteis ou não, as pessoas querem e/ou precisam se manter conectadas o tempo todo.

Face à realidade da Internet no mundo moderno, imagine agora que todos os dispositivos, não somente computadores, tablets, smartphones, TVs digitais, entre outros, são conectados à grande rede mundial de computadores. Além de dispositivos, imagine que qualquer objeto possa ser detectado e, por consequência, fornecer dados sobre seu estado e sua localização, claro, conectados à Internet. Faço menção ao título desse texto, isto é, qual é o motivo de conectarmos uma geladeira na Internet? Pense durante trinta segundos. Use sua imaginação e depois volte a ler esse texto.

Pensou? Imagine uma geladeira capaz de detectar quando o leite, o iogurte, os ovos, enfim, quando algum produto estiver acabando e, automaticamente, por meio da Internet, fazer uma conexão com um serviço online de supermercado, solicitar o pedido e pagar com seu cartão de débito/crédito. Interessante, não acha? Como se não bastasse toda essa facilidade, você ainda teria a certeza de que a “geladeira inteligente” escolheu um produto de acordo com suas preferências, fez a previsão, baseada em dados históricos, de quanto daquele produto você irá consumir no próximo mês e, para finalizar, mandou realizar a entrega em um horário que você está em casa. Fantástico, não acha? Assim sobraria mais tempo para coisas mais importantes, como passar mais tempo com sua família, ler um bom livro e se divertir. Filas e estacionamentos de supermercados nunca mais!

Pois bem, já existem geladeiras inteligentes, equipadas com tela sensível ao toque que permitem a instalação de uma série de aplicativos, entretanto, a “geladeira inteligente autônoma” proposta aqui é apenas uma das muitas aplicações da Internet das Coisas ou “Internet of Things” (IoT), um novo conceito que vem ganhando muita ênfase por parte dos especialistas da Internet nos últimos anos.

De acordo com Dave Evans, chefe da divisão de inovação da CISCO, uma das empresas mais importantes no setor de infraestrutura e comunicação da Internet, a IoT representa a próxima evolução da Internet, pois está acontecendo uma grande mudança na capacidade de coletar, analisar, armazenar e distribuir dados que poderão ser transformados em informações importantes e aplicáveis para melhorar a vida das pessoas nos seus mais diversos aspectos. Uma geladeira inteligente autônoma; um veículo que não requer motorista (como aquele que o Google está investindo) ou até mesmo um vaso sanitário capaz de analisar os fluídos corporais, gerar um exame rápido, enviar ao smartphone do indivíduo e, finalmente, armazenar essas informações a fim de processar dados históricos e fazer previsões de doenças futuras. Enfim, são infinitas as aplicações da IoT e muitas gigantes da tecnologia estão investindo pesado em pesquisa e desenvolvimento.

Já existem tecnologias capazes de tornar tudo isso realidade. O RFID – identificação de objetos por rádio frequência, é uma tecnologia capaz de detectar objetos; os diversos sensores capazes de detectar mudanças físicas no ambiente, tais como presença, som, luz, umidade, etc; as plataformas de prototipação como o Arduino e o RaspberryPi, que permitem leigos criarem suas próprias aplicações da IoT; os softwares e hardwares capazes de armazenar e processar grandes quantidades de dados e, a partir daí, gerar informações relevantes para diversos modelos de negócio, enfim, estamos preparados para a IoT.

Que tal agora um micro-ondas conectado à internet? Pense nisso!

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório
Docente da FATEC Jales
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