Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Nessa semana a comunidade científica mundial, mais especificamente o mundo da física, presenciou uma descoberta que deverá mudar o mundo, possivelmente em um futuro de médio ou longo prazo.

A partir da colisão entre dois buracos negros, e com o auxílio de um sistema de medição de perturbações gravitacionais de altíssima tecnologia localizado nos Estados Unidos da América, uma equipe multidisciplinar formada por vários pesquisadores de diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil, conseguiram detectar as chamadas ondas gravitacionais, fenômeno previsto pelo brilhante físico Albert Einstein em sua Teoria Geral da Relatividade há 100 anos.

Em um primeiro momento você poderia pensar: “Grande coisa, o que isso pode influenciar a minha vida?”, ou ainda “Não entendi o que tal descoberta tem de tão importante assim a ponto de gerar todo esse alvoroço!”.

Bom, independente do fato de entendermos plenamente a descoberta ou mesmo de podermos analisar o impacto direto ou indireto que tal descoberta possa gerar em nossas vidas, é de se esperar pelo “barulho” gerado que alguma consequência benéfica a humanidade pode ser esperada.

Esse tipo de descoberta potencialmente revolucionária, que num primeiro momento é pouco compreendida e justificada, mas que depois de algum tempo gera ganhos (e eventualmente perdas) fundamentais à humanidade ocorre com uma certa regularidade ao longo dos séculos.

Para citar somente algumas ocorrências mais recentes, podemos mencionar a descoberta dos Raios X, do Laser e da Energia Nuclear nos séculos XIX e XX. O físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen, descobriu acidentalmente em seus estudos sobre condução de corrente elétrica os chamados Raios X, um tipo de radiação eletromagnética que tem como principal característica o alto poder de penetração na matéria sólida como madeira, tecidos orgânicos, entre outros.

Na ocasião as possibilidades de uso eram pouco conhecidas porém em um curto espaço de tempo e com o auxílio da evolução tecnológica várias aplicações foram implementadas desde a investigação não invasiva do corpo humano até em análises de estruturas físicas nas engenharias.

O Laser foi idealizado com finalidades militares como uma espécie de canhão de luz de altíssima temperatura e precisão, mas como todos sabem o seu uso abrange quase todas as tecnologias atuais desde leitores de mídias (DVD, Blue ray, etc) até a medicina.

A energia nuclear que também inicialmente foi desenvolvida como uma arma de destruição em massa, as bombas atômicas, em um segundo momento foi utilizada em usinas de geração de energia elétrica, e como nos outros dois exemplos, na medicina.

As ondas gravitacionais ainda representam uma incógnita em relação aos aparatos tecnológicos e as aplicações possíveis de serem implementadas a partir de agora. Alguns falam em viagens no tempo o que nos remete a sonhos e confusões conceituais a respeito do espaço e do tempo, lembremos da saga “De volta para o futuro...” que coincidentemente completou 30 anos em 2015.

Se vamos de fato poder viajar no tempo, somente o próprio tempo pode nos dizer. Talvez o genial Einstein voltou do futuro para 1915 para propor a teoria e nesse momento ainda esteja viajando no tempo antes de sua morte, paradoxo sustentado por alguém do futuro que voltou no tempo para salvar o cientista.

Independentemente do quão absurdo possa parecer esses conceitos, teorias e paradoxos, oremos para que os “homens do futuro” utilizem essa tecnologia para nos preservar no presente.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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