Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Na última edição da FATECNOLOGIA publicamos um artigo sobre o sistema robótico de inteligência artificial Tay o qual teve uma estreia curiosa, para não dizer bizarra, no ciber espaço uma vez que “aprendeu” com jovens a se comportar de forma antiética postando mensagens sexistas, racistas e nazistas para todo o público na WEB.

Na ocasião o texto mencionou de forma saudosista, com uma pitada de teoria da conspiração, alguns filmes que num passado não tão distante nos embalaram em um universo fantástico e futurista mas, em alguns casos, apavorante como nos filmes da série “o exterminador do futuro” onde as máquinas declaram guerra contra os homens promovendo o extermínio da nossa espécie.

Por coincidência, o jornal The New York Times publicou nesta semana um artigo intitulado “Arms Control Groups Urge Human Control of Robot Weaponry” onde o autor menciona um relatório sobre Direitos Humanos publicado pela Escola de Direito da Universidade de Harvard o qual demonstra profunda preocupação com uma nova geração de armas de uso militar com sistemas robóticos de inteligência artificial com capacidade de estipular alvos e atingi-los de forma totalmente automática, ou seja, sem a necessidade da interferência de um humano no seu comando.

Tais dispositivos representam, guardadas as proporções, a continuidade da saga, agora em um mundo real e com possibilidades de sérios problemas bastante reais.

É claro que os sistemas possuem um alto nível de segurança tecnológica quanto a execução das tarefas fins mas abre uma possibilidade, mesmo que remota, de um ataque intencional (ou “não intencional”) a nós humanos mesmo que os humanos aqui mencionados sejam do exército inimigo, afinal humanos são humanos.

Uma máquina ter autorização para matar é algo inédito mesmo nos cenários mais futuristas do mundo real, observando que essas máquinas não estão sujeitas as mesmas leis e regras ético-morais que nós humanos nos submetemos. Hipoteticamente uma punição para esse dispositivo poderia ser: desligue-o.

Se a arma em questão é de alto poder de destruição como o míssil de longo alcance ante-embarcações (Long Range Anti-Ship Missile –  L.R.A.S.M, sigla utilizada em inglês) ou ainda de destruição em massa como dispositivos termonucleares, então as consequências podem ser literalmente catastróficas

Vários cientistas e autoridades mundiais têm alertado a comunidade internacional dos perigos e riscos que a produção desses tipos de armamentos podem causar a nossa existência porém as grandes potências bélicas como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a China e Israel não têm demonstrado preocupação ou mesmo têm sinalizado recuo nesse sentido, fato é que já programam para 2018 a produção em escala dos até então protótipos.

Lembrando o episódio protagonizado por Orson Welles, “A guerra dos mundos”, adaptação da obra de Herbert George Wells para o rádio em uma experiência bizarra que gerou pânico real a população Norte Americana em 1938, talvez estejamos a beira de uma guerra dos mundos, agora não contra os Marcianos e sim contra as máquinas.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales