Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Você certamente já ouviu falar que o brasileiro é um povo empreendedor e que talvez o país nunca esteve em uma fase tão empreendedora como nos dias atuais. De fato, segundo relatório apresentado pelo Sebrae (2015), a taxa de empreendedorismo no Brasil subiu de 34,4% em 2014 para 39,3% em 2015, o que denota uma vasta gama de brasileiros que partiram para a concepçao de seu próprio negógio, mesmo diante de uma crise econômica considerada a maior de todos os tempos.

Segundo esse mesmo relatório, a crise econômica representa uma importante força motriz nesse processo, uma vez que, com o aumento exacerbado da taxa de desemprego, mais pessoas partem para a informalidade empresarial, exercendo atividades inicialmente caracterizadas como “bicos”, mas que, em curto espaço de tempo, tornam-se empresas formais, estruturadas e de sucesso. Nesse cenário, o papel da tecnologia pode ser considerado fundamental, pois tem proporcionado acesso a ferramentas antes pouco utilizadas, em alguns casos desconhecidas, que facilitam, agilizam e até incrementam os vários setores potenciais da economia.

Um exemplo claro disso são as franquias que, devido ao seu formato previamente estruturado, ao Know How certificado e ao plano de negócios já consolidado, proporcionam um “pacote” empresarial com elevadas chances de sucesso ao empreendedor. Nesses moldes, um simples sapateiro de bairro pode tornar-se empresário de uma boutique de sapatos e couro. O dono da pastelaria ambulante pode ser um empresário de fast food e um profissional autônomo pode ser um microempreendedor individual dos chamados “maridos de aluguel” ou “faz tudo”. Todos esses conceitos aliados, é claro, ao delivery, ao self service, entre outros mecanismos mercadológicos. O tempo do “tiozinho” que vendia cachorro-quente acabou, agora temos os Food Trucks; a “tiazinha”, que antes era lavadeira, agora é dona da lavanderia Xpress, e por aí vai.

A desburocratização de alguns serviços públicos voltados à abertura das empresas, associada à grande oferta de informação como treinamentos e cursos a distância (EaD), são importantes aliados nesse processo, além, é claro, da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que tem como principal papel integrar e automatizar parte dos processos.

Infelizmente, nem tudo são flores, e boa parte desse empreendedorismo resulta em fracasso devido a inúmeros fatores. Dados do relatório Sobrevivência das Empresas no Brasil – Coleção Estudo e Pesquisas (SEBRAE, 2013) informam que a taxa de sobrevivência das empresas nos dois primeiros anos no país é de 75,6%, ou seja, aproximadamente 25% das empresas encerram suas atividades com menos de dois anos de vida.

A conclusão mais relevante desse panorama é que devemos continuar empreendendo, pois esse comportamento remete-nos ao crescimento econômico, social e intelectual, importantes pilares para se alcançar a tão almejada missão: “Ordem e Progresso”.

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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