Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

O Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde revela que doenças crônicas como hipertensão (aumento da pressão arterial) respondem por 72% das causas de morte da população brasileira. Os fatores de risco incluem o uso de tabaco, o consumo de álcool e a alimentação inadequada, com ingestão de comidas com muito sal (excesso de sódio), carnes com gordura e açúcar em excesso.

O Ministério da Saúde, em um acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), firmou em 2011 metas para reduzir a quantidade de sal dos alimentos industrializados. A meta é que, até 2020, as indústrias alimentícias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro, o que significa uma redução de 56%. Esse acordo foi firmado entre indústrias que produzem massas instantâneas, pães, batatas fritas, batata palha, bolos, salgadinhos de milho, maioneses, biscoitos, cereais matinais, margarinas, caldos e temperos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informa que boa parte do mercado já cumpre as metas propostas no que diz respeito à redução do sódio nos alimentos. Essa redução é gradativa para que o consumidor acostume-se com quantidades menores aos poucos e mude seus hábitos alimentares. Nesse sentido, é importante mencionar que a Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo máximo de cinco gramas de sódio por dia, o que corresponde a uma colher de chá rasa, quantidade que atende às necessidades de sódio do corpo. No Brasil, o consumo médio por pessoa é de 12 gramas por dia, mais do que o dobro do limite recomendado.

De 2011 a 2014, 7.652 toneladas de sódio foram retiradas de produtos alimentícios no Brasil. Com a primeira etapa, 2011, que envolveu macarrão instantâneo (objetivo: reduzir 30% do valor por ano), pão de forma e bisnaguinha (reduzir 10% do valor por ano), 1.859 toneladas de sódio saíram do mercado. Ao final desse período, o que devemos encontrar no rótulo do macarrão instantâneo é 1920mg/100g de sal, do pão de forma, 645mg/100g e, da bisnaguinha, 531mg/100g de sal. Na segunda etapa, 5.793 toneladas de sódio foram retiradas de produtos como bolos, batata palha, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos. As indústrias que não alcançaram o resultado esperado de redução foram notificadas pelo Ministério da Saúde, devendo apresentar uma justificativa e uma nova estratégia para diminuir a quantidade dessa substância nos alimentos.

Algumas dicas para diminuir o consumo diário de sal são: consumir mais alimentos frescos, como saladas e frutas, pois têm menos sal; preparar alimentos com diferentes tipos de temperos naturais, como salsinha, cebolinha e orégano e não esquecer que o sal está presente nos alimentos industrializados. Além disso, é fundamental que se tire o saleiro da mesa, seja de casa ou do restaurante, e que se preste atenção na informação nutricional dos produtos industrializados.

O nosso paladar se reeduca gradativamente no que se refere à redução da quantidade de sal nas refeições. Portanto, a sua redução paulatina não afeta a percepção do gosto dos alimentos.

Profª. Me. Denise Pinheiro Soncini da Costa
Docente da FATEC Jales
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