Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Há duas semanas, foi publicado nesta coluna o artigo intitulado “Pokémon GO: diversão perigosa”, no qual o autor abordou a chamada “Realidade Aumentanda”, área da computação que tem gerado alguns desconfortos para as pessoas no mundo real, devido, entre outras coisas, à ocorrência de alguns acidentes, como atropelamentos e quedas. Apesar de tais problemas, esse tipo de tecnologia abre um leque de opções na informática que, certamente, deve mudar o mundo como nós conhecemos.

A realidade aumentada, como mencionado no artigo, é um conjunto de ferramentas computacionais que tem por finalidade introduzir elementos gráficos em uma cena do mundo real, como os bichinhos Pokémons, criando elementos virtuais imersos em ambientes reais com uma perfeição e com um poder de interação com os humanos impressionante. Não é a toa que algumas pessoas se esquecem do mundo real ao interagirem com o jogo a ponto de sofrerem acidentes graves.

O jogo poderá representar um prelúdio do que essa tecnologia proporcionará nas próximas décadas. Imagine, por exemplo, que você vá para a Europa em uma viagem de turismo e visite a Alemanha. Não dominando o idioma e com algumas dificuldades com o idioma universal, o inglês, você encontra em uma praça um balcão de informações inserido virtualmente na cena, como um Pokémon, e, nele, uma atendente virtual poliglota lhe auxilia quanto ao passeio em seu próprio idioma. Essas informações poderiam ser de natureza diversa, desde o turismo até questões policiais, como uma queixa ou um pedido de ajuda a um serviço médico.

Outra área promissora de aplicação será na educação. Não seria interessante você ter um professor virtual, por exemplo de língua espanhola, que pudesse dar aulas em sua própria casa?

Não seria bom se, em vez de muros pichados nas cidades com palavras e frases obscenas, quando não com símbolos incompreensíveis, víssemos obras de arte, como um quadro de Picasso, inseridas virtualmente nessas paredes?

Esse mundo paralelo, em breve, poderá ser acessado não somente pelos aparelhos celulares, mas também por óculos especiais (ver o google glass) com lentes que funcionam como telas transparentes que, além de permitirem o uso livre das mãos, tornarão a imersão muito mais realista do ponto de vista virtual e, consequentemente, real.

A realidade aumentada não é uma área tão nova como o jogo sugere, surgindo no final da década de 1970, sendo efetivamente utilizada vinte anos após em 1990 devido a evolução da tecnologia, (http://realidadeaumentada.com.br/tecnologia-de-realidade-aumentada-surgiu-ha-47-anos/), porém, a grande contribuição que esse jogo nos traz é a percepção de que ela poderia ser popularizada pelos smartphones e tornar-se disponível nesse momento, para estar cada vez mais presente em nossas vidas.

Os mundos paralelos sugeridos pela ficção científica estão cada vez mais próximos. A nossa percepção de mundo irá nos direcionar a cada um deles, fazendo com que o real e o virtual tornem-se complementares. Se você duvida, observe o seu círculo social, as suas amizades e a sua forma de se relacionar com as pessoas de seu mundo. Quem é real e quem é virtual?

Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Docente da FATEC Jales
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