Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Você já parou para pensar que todos os dispositivos eletrônicos que usamos diariamente, seja um computador, um tablet ou smartphone, não importa o valor, são todos substituíveis? Em caso de roubo, acidente ou perda, qualquer dispositivo eletrônico pode ser simplesmente substituído, pois são objetos e pertencem ao mundo físico. Isso é fato. Mas, e as informações contidas em seus dispositivos? Você já pensou que informação não é um bem de consumo e, na maioria dos casos, é algo que não pode ser substituído? Lidamos diariamente com informação: senhas, códigos de acesso e arquivos digitais são parte de nosso cotidiano, assim, em muitos casos, perder um arquivo (eu não disse dispositivo!) pode significar muito mais do que uma breve dor de cabeça, pode significar perda de tempo, dinheiro e oportunidades. Assim, é recomendável fazer backup (cópia de segurança) de todas as informações que julgar importantes, pois, caso aconteça algum problema com seu dispositivo (substituível), os dados (insubstituíveis) estarão seguros em outro local.

Nos últimos anos, um novo tipo de ameaça tem causado medo nos profissionais que usam computadores e internet diariamente. Estamos falando do ransomware, um tipo de programa malicioso que “sequestra” seus dados e exige pagamento de resgate para que sejam devolvidos. Geralmente, um ransomware é instalado pelo próprio usuário que, por falta de conhecimento, é vítima de phishing, outro tipo de golpe que engana a vítima por meio de links e páginas falsas fazendo com que ela clique neles e baixe aplicativos maliciosos.

Uma vez no computador da vítima, o ransomware aplica um processo chamado de “encriptação” nos dados, isto é, faz com que a estrutura dos arquivos seja “embaralhada” a fim de torná-los incompreensíveis para o computador. Dessa forma, é impossível ter acesso por meios comuns, como abrir um arquivo texto usando um software de processamento dele. Após o processo de encriptação, a vítima recebe uma mensagem informando o “sequestro” e exigindo o resgate. Assim, mediante pagamento, que geralmente ocorre via transferência bancária, a vítima recebe uma chave (código alfanumérico) para realizar a desencriptação dos dados. O problema é que nem sempre os golpistas cumprem o prometido, isto é, mesmo diante do pagamento não enviam a chave para desencriptação, causando ainda mais transtornos à vítima. Um dos ransomwares que mais causaram problemas no ano de 2015 foi o CoinVault, que, após realizar a encriptação, mostra quais dados foram “sequestrados” e permite que um arquivo seja “resgatado” gratuitamente. Quanta ousadia, não?

Quando um computador é bloqueado por um ransomware, ele geralmente fica totalmente inacessível, assim, caso você seja vítima, o ideal é procurar um profissional capaz de usar ferramentas para a resolução desse tipo de problema.

Claro, a melhor solução sempre será a prevenção, assim, realize periodicamente backups dos seus arquivos, mantenha o sistema operacional atualizado, tenha um bom antivírus ativo e atualizado e, principalmente, mantenha-se informado sobre os novos tipos de golpes e fraudes via internet. A Cartilha de Segurança para Internet, disponível gratuitamente no site do Cert.BR, é leitura obrigatória para todos aqueles que usam a internet diariamente. Cuide dos seus dados, pois computadores são substituíveis!

Prof. Esp. Jorge Luís Gregório
Docente da FATEC Jales
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