Prof. Dr. Evanivaldo C. Silva Júnior
Coordenador da coluna FATECNOLOGIA
evanivaldo.jr@fatec.sp.gov.br

 

Profª. Me. Selma Marques da Silva Fávaro
Revisora
selma.favaro@fatec.sp.gov.br

 

Dados recentes mostram que 70% da população brasileira consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra (Disque-Saúde do Ministério da Saúde), mas a metade não compreende o significado das informações. Depois que se tornou obrigatória a declaração do conteúdo nutricional dos alimentos, as informações contidas nos rótulos passaram a ser ainda mais complexas, exigindo mais do consumidor para entendê-las.

O rótulo do alimento é uma forma de interação entre os produtos e os consumidores. As informações que precisam estar presentes devido a sua importância são: lista de ingredientes, origem, prazo de validade, conteúdo líquido, lote e informação nutricional.

Na primeira são informados os ingredientes que compõem o produto, dispostos em uma lista que deve estar em ordem decrescente: o primeiro é aquele em maior quantidade no alimento e, o último, em menor. Alimentos de ingredientes únicos como açúcar, café e farinha de mandioca não precisam apresentá-la. A origem diz respeito ao fabricante do produto e ao local onde ele foi produzido, com o objetivo de que o consumidor entre em contato com a empresa se for necessário. Em relação ao prazo de validade, determina-se que os alimentos apresentem pelo menos o dia e o mês quando o prazo for inferior a três meses; o mês e o ano para produtos que tenham prazo de validade superior a três meses. Se o mês de vencimento for dezembro, basta indicar o ano, com a expressão “fim de....(ano)” . No conteúdo líquido, indica-se a quantidade total de produto contida na embalagem, valor que deve ser expresso em unidade de massa (quilo) ou volume (litro). O lote é um número para controlar a produção. Caso haja algum problema, o produto pode ser recolhido ou analisado pelo lote ao qual pertence.

Outra informação obrigatória é a nutricional, disposta em uma tabela, que permite ao consumidor fazer suas escolhas mais saudáveis.  Deve conter: porção em grama ou mililitro e medida caseira dessa porção; os nutrientes presentes nela (carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans ou ácidos graxos trans, fibra alimentar e sódio) e o percentual de valores diários (%VD). A porção é a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias a cada vez que o alimento é ingerido, para promover a alimentação saudável. A medida caseira indica a medida normalmente utilizada pelo consumidor para medir alimentos, como fatias, unidades, pote, xícaras, copos e colheres de sopa, que ajuda o consumidor a entender melhor as informações. O percentual de valores diários é um número em percentual que mostra o quanto o alimento em questão apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta de 2000 calorias.

Para os consumidores portadores de enfermidades, é importante verificar quando o rótulo apresenta informações adicionais, por exemplo: portadores de diabetes melitus (diabéticos): devem observar se o alimento contém glicose/ frutose/ sacarose (mono e/ou dissacarídeo); pressão alta: verificar a quantidade de sódio e assim evitar alimentos que contenham sacarina e ciclamato de sódio, que, apesar de serem adoçantes, contêm sódio; colesterol alto: observar o conteúdo de gorduras totais, saturadas e trans; triglicerídeo alto: preferir alimentos com quantidade reduzida de gorduras e açúcares; doença celíaca: observar se contém farinha de trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados,  por isso, no rótulo próximo à lista de ingredientes, deve conter a advertência “contém glúten” e, nos que não tiverem esses ingredientes, “não contém glúten”.

Dessa forma, é importante consultar os rótulos dos alimentos e principalmente compreender o que nós consumidores estamos comprando, para fazermos escolhas de alimentos mais saudáveis.

Profª. Me. Denise Pinheiro Soncini da Costa

Docente da FATEC Jales